quarta-feira, 30 de março de 2011

Cansados de tanto esperar por providências do governo, alunos realizam reforma de escola do Estado


No dia 24 de abril de 2010 o Jornal Pequeno recebeu uma denúncia sobre a falta de infraestrutura que atravessa o prédio onde funciona o Centro de Ensino Médio Margarida Pires Leal (antigo Iema), localizado na Avenida dos Franceses, no bairro da Alemanha. A escola, segundo declarou alguns estudantes na época ao JP, estava praticamente abandonada.

Os alunos relataram à reportagem na oportunidade que o governo do Estado havia prometido reformar o prédio, mas a única intervenção que ocorreu, segundo eles, foi a pintura do muro com a frase “Governar é cuidar das pessoas”.

As paredes do prédio estavam tomadas por infiltrações, os pisos das salas de aulas rachando e o teto cedendo, oferecendo risco de vida aos alunos.

Três dias depois, técnicos do setor de engenharia da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) estiveram no Centro de Ensino Médio Margarida Pires Leal para averiguar denúncias de que a escola estaria funcionando com graves problemas de infraestrutura. Foi assegurado que a reforma completa do prédio será feita o mais rápido possível.

No entanto, a reforma que a Seduc prometera foi realizada, na verdade, pelos próprios estudantes. Cansados de esperar por melhorias na infraestutura e revoltados com a situação em que se encontrava o prédio, os estudantes se uniram no dia 21 de dezembro para fazer uma função que é de responsabilidade do poder público.

Como mostram as fotos, os alunos do Margarida Pires Leal meteram a ‘mão na massa’, pegando em pincéis, lixas e latas de tinta.

O mais grave é que a mão de obra utilizada na tal ‘reforma’ foi de menores de idades, o que, na prática, caracteriza exploração do trabalho infantil. Entramos em contato com o Conselho Tutelar da área para comentar as denúncias, mas ninguém do órgão foi localizado.

O blog tomou conhecimento do problema por meio de fontes ligadas à escola que, através de fotos tiradas com o celular, flagraram as dificuldades existentes na unidade de ensino.

Enquanto o governo Roseana gasta mais de R$ 4,5 milhões em publicidade para tentar passar a população que a Educação do Maranhão passa por uma revolução, em contrapartida professores estão em greve sem dar aulas e alunos têm que empenhar a força de trabalho a fim garantir um ambiente de aula confortável e seguro. Esse é o ‘melhor governo da vida’ de Roseana.
FONTE:http://www.jornalpequeno.com.br/blog/johncutrim

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